Como trabalhamos

Desenvolver um produto eletrônico é uma sequência de decisões caras de reverter. O maior risco de um projeto raramente é técnico — é descobrir tarde o que deveria ter sido decidido cedo. Por isso trabalhamos com um processo de seis etapas. Cada etapa tem entregáveis concretos e um checkpoint com você: em nenhum momento o projeto vira uma caixa-preta.

O processo vale para qualquer recorte de escopo — o produto completo, só o firmware, só o hardware ou a revisão de um projeto existente. As etapas se ajustam ao caso; a lógica é a mesma.

Agende uma conversa técnica

30 minutos, sem compromisso: entendemos o seu projeto e avaliamos viabilidade e próximos passos.

  1. Descoberta e diagnóstico

    Todo projeto começa pelo problema, não pela tecnologia. Levantamos o que o produto precisa fazer, em que ambiente opera, quais são as restrições de custo e prazo e o que já existe — uma ideia, um protótipo ou um produto em produção que precisa evoluir. Avaliamos a viabilidade técnica antes de qualquer compromisso.

    Você recebe: relatório de diagnóstico com os requisitos levantados, os riscos técnicos identificados e os caminhos possíveis; proposta com escopo, entregáveis e marcos.

    Seu checkpoint: a conversa técnica inicial e a aprovação da proposta. Nada começa sem escopo acordado por escrito.

  2. Arquitetura e especificação

    Definimos a arquitetura antes de desenhar qualquer placa ou escrever qualquer linha de código. Selecionamos o microcontrolador ou SoC — trabalhamos com STM32, GD32, Allwinner e Rockchip —, definimos as interfaces (Modbus RTU, 4-20 mA, conectividade IoT), a divisão entre firmware bare-metal e Linux embarcado e a abordagem mecânica quando o produto exige gabinete.

    Você recebe: especificação técnica do produto, diagrama de blocos, lista preliminar de componentes e plano de desenvolvimento com marcos e critérios de aceite.

    Seu checkpoint: reunião de revisão de arquitetura. As decisões estruturais são tomadas com você — trocar de microcontrolador na etapa ③ custa retrabalho; aqui, custa uma conversa.

  3. Desenvolvimento e prototipagem

    A etapa mais longa. Projetamos a eletrônica no Altium Designer — esquemático e layout de PCB orientados à fabricação. Escrevemos o firmware em C/C++ bare-metal. Quando o produto roda Linux embarcado, construímos o sistema com Yocto, Buildroot, OpenWrt ou Tina Linux, incluindo BSP e device drivers. Desenvolvemos as aplicações em C, C++, Qt, Python ou Go e a mecânica no SolidWorks. Prototipamos, testamos e iteramos.

    Você recebe: esquemáticos, arquivos de fabricação (gerbers), lista de materiais, código-fonte versionado, modelos 3D da mecânica e protótipos funcionais a cada marco.

    Seu checkpoint: demonstração de protótipo nos marcos do plano. Você vê o produto funcionando por partes, em vez de esperar meses por uma grande revelação.

  4. Validação e testes

    Testamos o protótipo contra a especificação da etapa ②: testes funcionais de bancada em hardware, firmware e software, testes de integração entre as partes e verificação do comportamento nas condições de uso definidas na especificação. Revisamos o layout para a fabricação e corrigimos o que os testes apontarem.

    Você recebe: relatórios de teste com resultados e pendências, o registro das correções aplicadas e a revisão final dos arquivos de projeto.

    Seu checkpoint: validação com o protótipo em mãos. O produto só segue para a industrialização com a sua aprovação.

  5. Industrialização e acompanhamento de fabricação

    Preparamos o projeto para a produção em série. Não somos uma montadora — o nosso trabalho é o projeto, e ele nasce orientado à fabricação. Nesta etapa fechamos o pacote que qualquer fabricante precisa para produzir e acompanhamos os primeiros lotes junto ao fabricante escolhido, resolvendo os problemas que só aparecem na linha.

    Você recebe: pacote de fabricação — gerbers finais, lista de materiais final e documentação de montagem — e relatório do acompanhamento do lote inicial.

    Seu checkpoint: a escolha do fabricante é sua, com a nossa orientação técnica. A aprovação do lote inicial também é sua.

  6. Suporte e evolução

    Produto em produção não é projeto encerrado. Corrigimos o que o campo apontar, evoluímos firmware e hardware, adicionamos funcionalidades e tratamos a obsolescência de componentes — quando um componente sai de linha, projetamos a substituição para a sua produção não parar.

    Você recebe: novas versões de firmware, hardware e documentação, sempre com o registro do que mudou e por quê.

    Seu checkpoint: você define as prioridades de evolução. O suporte pode ser pontual ou contínuo, conforme o modelo de contratação.

O projeto é seu

Tudo o que produzimos pertence a você: código-fonte, esquemáticos, layouts, modelos mecânicos e documentação. Sem dependência de fornecedor — com o que entregamos, qualquer equipe de engenharia consegue dar continuidade ao projeto. Preferimos que você fique porque faz sentido, não porque está preso.

Modelos de contratação

A forma de contratar é definida conforme o projeto: projeto fechado, com escopo e entregáveis acordados; hora técnica, para demandas pontuais; ou acompanhamento contínuo, para produtos em evolução. Atendemos qualquer recorte de escopo — do produto completo a uma única disciplina. A proposta sai da conversa inicial, no formato que fizer sentido para o seu caso.

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